Agência Internacional de Energia prevê aumentos na procura global de eletricidade

28 jul. 2026

Agência Internacional de Energia prevê aumentos na procura global de eletricidade

Diretor executivo da AIE, Fatih Birol, a indústria, o ar condicionado, os veículos elétricos e os centros de dados continuam a impulsionar a procura no quadro da "turbulência no mercado energético".

A Agência Internacional de Energia (AIE) previu que a procura global de eletricidade cresça 3,6% em 2026 e mais 3,8% em 2027, face ao crescimento de 3% registado em 2025, indicou um relatório publicado pelo organismo.

O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, sublinha que a indústria, o ar condicionado, os veículos elétricos e os centros de dados continuam a impulsionar a procura no quadro da “turbulência no mercado energético”.

A agência sediada em Paris estima que o consumo global de eletricidade atinja os 30.700 terawatts-hora (TWh) em 2027, face aos 28.600 TWh de 2025, apesar da volatilidade do mercado energético e da subida dos custos dos combustíveis.

A AIE referiu que as perturbações no fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) através do Estreito de Ormuz — resultantes do conflito no Médio Oriente — elevaram os preços do gás na Europa e na Ásia para os níveis mais elevados desde a crise energética de 2022–2023.

A situação fez encarecer a produção de eletricidade e obrigou algumas regiões a adotar medidas para conter o consumo.

No entanto, a agência acrescentou que os sistemas elétricos resistiram, sobretudo, ao impacto graças ao aumento da oferta de GNL e ao crescimento da geração de energia renovável, o que ajudou a reforçar a segurança energética e a reduzir a dependência do gás.

De acordo com as previsões da agência, a energia renovável vai tornar-se a principal fonte mundial de geração de eletricidade em 2026, ultrapassando o carvão depois de ter atingido uma situação de quase paridade no ano passado.

Projeta-se que a geração de energia renovável cresça mais de 8% em 2026, com a quota na produção global de eletricidade a subir de 33% em 2025 para 37% em 2027.

 

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