Corrida da IA requer energia, data centers e capacidade para decisões. Portugal está preparado?
13 jul. 2026
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Depois dos modelos, a inteligência artificial enfrenta novos desafios. Da infraestrutura à governação das empresas, Portugal procura posicionar-se numa corrida que está a redefinir a economia. A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma revolução tecnológica. Está a transformar a economia e a criar novos desafios para governos, empresas e reguladores. A pressão sobre as redes elétricas, a procura crescente por terrenos para centros de dados, a necessidade de reforçar a soberania tecnológica da Europa e a dificuldade de muitas organizações em acompanhar o ritmo da mudança são apenas alguns dos efeitos da corrida que já se instalou, e da qual Portugal também quer fazer parte. A infraestrutura necessária para suportar toda a nova economia digital tornou-se um dos maiores desafios desta década. Os centros de dados, essenciais para garantir capacidade de computação e responder às exigências dos grandes modelos de inteligência artificial (IA), e dos novos agentes autónomos, estão hoje no centro da competição entre países que procuram atrair investimento e posicionar-se nesta nova cadeia de valor.
É neste contexto que o ECO promove, esta terça-feira, no CCB, uma conferência focada neste momento específico, em que a infraestrutura tecnológica e uma nova geração de modelos e de agentes prometem transformar o dia-a-dia das organizações. Ao longo de uma manhã, líderes empresariais, especialistas, investidores e decisores políticos vão discutir o que falta construir para que Portugal consiga transformar a atual vaga de inovação numa oportunidade económica e tecnológica, incluindo os dois ministros que tutelam o setor. A estratégia do Governo para esta nova corrida tecnológica será um dos primeiros temas em discussão. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, abre a conferência com uma intervenção que deverá abordar temas como o papel que Portugal pretende desempenhar na atração de investimento para centros de dados e outras infraestruturas críticas para a inteligência artificial, bem como aos obstáculos que o país ainda terá de ultrapassar para competir neste mercado.
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