Maria da Graça Carvalho: “O Estado deve estar presente nas redes elétricas, de gás e na refinaria”
30 set. 2026
O Governo quer ter mais voz em áreas estratégicas da energia, para acelerar decisões de investimento, sobretudo nas redes elétricas e no armazenamento. Em entrevista ao Jornal PT Green, a ministra do Ambiente e Energia diz que o país precisa de diversificação energética e desvenda ainda as quatro áreas estratégicas que vão orientar o seu mandato em 2027.A ministra do Ambiente e da Energia não tem dúvidas de que o Estado deve estar mais presente em áreas estratégicas para a segurança nacional, e a energia é uma delas. Desde a entrada no capital da REN, que diz ser a “notícia que mais gostou de dar aos portugueses”, à aposta na diversificação energética e reforço do investimento em armazenamento e nas redes, Maria da Graça Carvalho defende que o que está em causa é “o desenvolvimento do país”. E reitera que é estratégico manter o controlo da refinaria de Sines em Portugal, podendo o Governo, se necessário, recorrer a instrumentos de bloqueio que tem ao seu dispor. Em entrevista ao Jornal PT Green, no âmbito do 1º aniversário do jornal assinalado a 25 de setembro, Dia Nacional da Sustentabilidade, a ministra desvenda ainda as estratégias que tem pensadas e em execução para os vários dossiês que tem em mãos. Com quatro grandes linhas orientadoras para 2027 – energia, água, resídios e natureza -, Maria da Graça Carvalho sublinha a aposta no biometano para a diverfificação energética, o reforço da autonomia na área da água, a necessidade de reforço dos aterros integrada numa estratégia holística, e o restauro da natureza, inluindo nas cidades. Mas destaca que nos vários projetos a decorrer é preciso envolver e beneficiar mais as comunidades.
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