Oceanos estão mais quentes do que nunca: calor acumulado equivale a 37 anos de energia global
13 jan. 2026
Uma nova análise internacional revela que os oceanos armazenaram mais calor em 2025 do que em qualquer outro ano desde o início das medições modernas. O estudo, que envolveu mais de 50 cientistas, indica um aumento de 23 zettajoules de calor oceânico, equivalente a 37 anos de consumo global de energia primária.O oceano armazenou mais calor em 2025 do que em qualquer outro ano desde o início das medições modernas, indica uma nova análise internacional publicada esta sexta-feira na revista científica Advances in Atmospheric Sciences. O estudo, envolvendo mais de 50 cientistas de 31 instituições de investigação de todo o mundo, refere que o aumento de calor do oceano o ano passado foi de 23 zettajoules (um zettajoule é um joule, a unidade padrão de energia calorífica, seguido de 21 zeros). Tal "equivale a cerca de 37 anos de consumo global de energia primária [a que está disponível na natureza]", tendo como referência o consumo energético em 2023, adianta um comunicado divulgado pelo Instituto de Física Atmosférica, da Academia Chinesa de Ciências, ao qual está ligado o autor correspondente do estudo, Lijing Cheng. Cobrindo cerca de 71% da superfície do planeta, o oceano absorve 30% de todas as emissões de dióxido de carbono (CO2, o mais importante dos gases com efeito de estufa) e captura 90% do calor gerado por estas emissões em excesso, sendo o principal reservatório de calor do sistema climático. Segundo o comunicado, ao refletir a acumulação de calor armazenado no oceano, o conteúdo de calor oceânico (CCO) "fornece um dos melhores indicadores das alterações climáticas a longo prazo".
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