Vem ai nova "crise energética de inverno na Europa", avisa ONU
14 set. 2026
Segundo o responsável, a dependência das instáveis importações de combustíveis fósseis tem sido, desde há muito tempo, o “calcanhar de Aquiles económico da Europa”.
O secretário executivo das Nações Unidas para as Alterações Climáticas afirmou esta quinta-feira que, após um verão “infernal”, a Europa enfrenta uma nova crise energética no inverno devido à sua dependência dos combustíveis fósseis. “Aproxima-se mais uma crise energética de inverno na Europa, provocada pela nossa dependência dos combustíveis fósseis“, alertou Simon Stiell perante a Comissão do Ambiente, do Clima e da Segurança Alimentar do Parlamento Europeu, em Bruxelas. Segundo o responsável, a dependência das instáveis importações de combustíveis fósseis tem sido, desde há muito tempo, o “calcanhar de Aquiles económico da Europa”. Stiell assinalou que a próxima crise energética acontece após um verão que descreveu como “infernal”, com o calor extremo devido às alterações climáticas a provocar dezenas de milhares de mortes e danos em infraestruturas, empresas e economias. “Cada vez mais, não atuar com firmeza em relação às alterações climáticas representa não agir em relação à inflação e ao custo de vida, à nossa soberania e segurança e ao crescimento económico e à criação de emprego”, advertiu. Segundo um estudo que citou, os fenómenos climáticos extremos registados no verão terão custado à Europa cerca de 180 mil milhões de euros devido à perda de produtividade e às perturbações nos setores alimentar, energético e de transportes, um impacto equivalente a um ponto percentual do produto interno bruto (PIB) europeu. Perante a situação, o representante da ONU defendeu que a energia limpa é a forma mais segura de proporcionar à Europa preços acessíveis, estabilidade económica, segurança energética e maior autonomia na formulação de políticas, refere a agência noticiosa espanhola EFE.
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