Ação climática: Portugal vai duplicar a capacidade de produção de energia renovável
30 set. 2026
O Primeiro-Ministro participou num evento ação climática e transição justa promovido pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas.O Primeiro-Ministro reiterou o empenho de Portugal em cumprir o Acordo de Paris e garantiu que o país vai duplicar a capacidade instalada na produção de energia renovável. Num ano marcado por uma série de eventos extremos, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, partilhou com uma plateia de chefes de Estado e de Governo, em Nova Iorque, a aposta de Portugal no desenvolvimento de fontes de energia renovável e os benefícios da transação energética. “Estamos empenhados num futuro assente nas energias limpas e acreditamos que vamos alcançar a neutralidade carbónica em 2050, cumprindo assim o Acordo de Paris”, referiu Luís Montenegro, acrescentado que, até 2030, Portugal irá reduzir as emissões de gases com efeito estufa em 55 por cento. Num evento sobre Ação Climática e Transição Justa, promovido pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, o Primeiro-Ministro destacou o investimento que está a ser feito no hidrogénio verde e nos biocombustíveis, tendo em vista a diversificação das fontes de energia: “mais de 75 por cento da eletricidade produzida em Portugal provém de fontes renováveis e assumimos, também, um forte compromisso com o aproveitamento do potencial dos oceanos, também para a produção de energia renovável”. Segundo Luís Montenegro, este investimento nas energias renováveis visa a duplicação da capacidade instalada e é também uma garantia de maior autonomia estratégica, “numa altura onde estamos todos afetados por esta realidade absurda e insensata”. O compromisso de Portugal com promoção da transição energética estende-se além-fronteiras e o Primeiro-Ministro salientou o mecanismo que Portugal desenvolveu de conversão da dívida de alguns países em investimento climático, nomeadamente com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
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