APREN alerta que Portugal pode perder investimento com atrasos no leilão eólico no mar

18 jun. 2026

APREN alerta que Portugal pode perder investimento com atrasos no leilão eólico no mar

Relatório aponta para uma produção eólica de 13,5 terawatts-hora (TWh) em 2025, equivalente a 25,4% do consumo de eletricidade em Portugal continental.

Portugal pode perder investimento para outros mercados se continuar a adiar decisões sobre eólica no mar ('offshore'), alertou a APREN, no âmbito da divulgação de um estudo sobre parques eólicos.

Em declarações à Lusa, a propósito do relatório "Parques Eólicos em Portugal", divulgado esta segunda-feira no Dia Mundial do Vento, a coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), Susana Serôdio, disse que continua a existir interesse dos promotores na eólica no mar.

O relatório, elaborado pelo INEGI - Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial - em parceria com a APREN, aponta para uma produção eólica de 13,5 terawatts-hora (TWh) em 2025, equivalente a 25,4% do consumo de eletricidade em Portugal continental.

Questionada sobre o leilão para a eólica 'offshore', que tem sofrido atrasos, Susana Serôdio afirmou que continua a haver "bastante contacto com algumas empresas que manifestaram logo interesse desde o início", mas admitiu que os primeiros projetos só deverão surgir depois de 2030, mesmo que o processo avance rapidamente.

"Se as coisas fossem agilizadas e se entretanto [houvesse] o procedimento e um calendário, provavelmente [...] só iríamos ver os primeiros projetos depois de 2030", afirmou, apontando para o "início de 2030, 31, 32".

Para Susana Serôdio, o atraso no lançamento do leilão pode fazer Portugal perder uma janela de oportunidade, numa altura em que outros mercados se estão a posicionar.

 

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