Chineses avançam para novo projeto de energias renováveis no Alentejo

4 ago. 2026

Chineses avançam para novo projeto de energias renováveis no Alentejo

Os chineses da Chint Solar contam com mais um projeto de energias renováveis no Alentejo.

O projeto híbrido de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, conta com uma central solar, outra eólica e baterias, no total de 100 megawatts (MW).

Os chineses da Chint Solar deram este ano os primeiros passos para licenciar vários projetos solares e de baterias com mais de 1,3 gigawatts (GW) no Alentejo.

Companhia chinesa Chint Solar conta com um ambicioso pipeline com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo.

Além do projeto de Montemor, há também as centrais solares fotovoltaicas de São Gião (564 megawatts (MW)), de Tapada Grande (580 MW) e de Monte Santos (111 MW). Os dois primeiros projetos também vão contar com um total de 50 megawatts de energia eólica.

Estes projetos estão inseridos no ambicioso pipeline da companhia chinesa com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo.

Em Montemor-o-Novo, o projeto tem uma potência máxima de injeção na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP) de 50 MVA, prevendo uma central solar fotovoltaica com potência pico de 66 MWp, um parque eólico com potência instalada de 45 MW e um Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) com potência nominal de 50 MW e capacidade de armazenamento de 100 MWh.

A central solar vai contar com mais de 98,3 mil módulos fotovoltaicos, com o parque eólico a contar com 10 aerogeradores de 4,5 MW.

Por ano, vai produzir mais de 217 mil MWh, o equivalente ao consumo anual de quase 66 mil habitações, evitando a emissão de mais de 45 mil toneladas de CO2 por ano.

No projeto de Montemor-o-Novo, a companhia destaca que o projeto, durante a fase de exploração, “gerará impactes positivos duradouros e estruturantes, associados à produção contínua de energia elétrica renovável, segura e de baixo teor carbónico, contribuindo de forma efetiva para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e para o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de clima e energia. Esta fase assegura igualmente benefícios socioeconómicos de longo prazo, através da criação de emprego direto e indireto associado à operação e manutenção da central, da geração de receitas fiscais e rendas para os municípios e proprietários locais, e do reforço da atratividade do território para investimento sustentável. A estabilidade do uso do solo ao longo do tempo e a compatibilidade da exploração com atividades tradicionais, como a silvicultura ou a pastorícia, reforçam ainda a integração do projeto
na dinâmica territorial, consolidando o seu contributo positivo para o desenvolvimento local e regional”.

 

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