Data Centers, energia, água, indústria e longevidade: as grandes apostas do private equity em Portugal

12 out. 2026

Data Centers, energia, água, indústria e longevidade: as grandes apostas do private equity em Portugal

O CEO da Fortitude Capital, António Esteves (à esq.), e o CEO do Horizon Capital Partners, Sérgio Monteiro (à dir.) Leonardo Negrão


CEO da Fortitude e da Horizon consideram que Portugal tem muitas oportunidades de investimento, mas alertam que é preciso criar condições para que o capital privado aposte em áreas como a habitação.

 

Ainda há muitas oportunidades para os fundos de private equity investirem em Portugal e o capital só precisa de um bom enquadramento regulatório, fiscal e jurídico. Foi esta a conclusão da conversa sob o tema "Fundos, Crescimento e Estratégia: Uma conversa sobre a Próxima Década do Capital em Portugal", na Money Conference, promovida esta quinta-feira, 8 de outubro, pelo Diário de Notícias e pelo Dinheiro Vivo.

"Portugal é um país pequeno", "pequeno de mais para os grandes fundos", mas é, ainda assim, um "playground muito grande", considera António Esteves, CEO da Fortitude Capital.

"O tecido empresarial português é formado por 1,5 milhões de empresas, a grande parte empresas familiares, mas dentro desse milhão e meio de empresas há oportunidades interessantíssimas", acrescentou, salientando que "o mundo empresarial ainda é muito leigo no que é que o private enquity pode trazer quando entram no capital dessas empresas", mas que já se sente uma evolução comparativamente ao que acontecia há três ou quatro anos.

"Hoje em dia já sinto que há empresas que vêm bater à nossa porta. Além do musculo financeiro muito forte, temos um alcance internacional. Eles precisam de alguém como nós", frisou, realçando que "as pessoas preferem ter 60 por cento de uma coisa que vale 1000 do que 100 por cento de uma coisa que vale 100".

Já o CEO do Horizon Capital Partners, Sérgio Monteiro, destacou o crescimento dos data centers e do setor da energia, mas notou que "existem nichos de mercado onde no nosso ponto de vista as oportunidades são mais claras do ponto de vista de valorização".

Sérgio Monteiro criticou o "subinvestimento crónico" a nível europeu no setor da água, frisando que "uma coisa muito importante era despolitizar a discussão de preços". Dando o exemplo do que sucedeu recentemente em Almada, defendeu que os fundos de private equity podem desempenhar um papel decisivo nos investimentos nas redes de abastecimento para melhor servir as populações e evitar desperdícios de água.

 

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