Eletrificação é a maior oportunidade de Portugal

13 jul. 2026

Eletrificação é a maior oportunidade de Portugal

Mais interligações elétricas com a Europa aproximariam os preços ibéricos dos restantes mercados europeus e dariam mais flexibilidade à gestão da crescente produção renovável.

“Tudo o que puder e dever ser eletrificado deve ser eletrificado”, resumiu João Galamba, consultor da Enline Energy Solutions, defendendo que esse princípio, já inscrito nas políticas europeias, deve subordinar os outros vetores energéticos. A intervenção aconteceu no painel “Portugal e a Transição Energética Europeia”, inserido na conferência de encerramento da quarta edição da Electric Summit, que contou com a participação de Maria José Clara, presidente da Associação Portuguesa de Economia da Energia (APEEN), João Galamba, António Coutinho, presidente da Associação Portuguesa da Energia (APE), e Paulo Moutinho, editor executivo do Negócios, que moderou o debate.

 

"Tudo o que puder e dever ser eletrificado deve ser eletrificado."

João Galamba, Consultor da Enline Energy Solutions

 

Na opinião de João Galamba, a eletrificação da indústria será feita através de vários tipos de tecnologias e dará origem a um consumo com um perfil muito distinto do atual: “Muito mais flexível, responderá a preços, carregará nas alturas de abundância de renováveis e não carregará nas alturas de escassez de renováveis, e algo semelhante se irá passar na mobilidade”. Como exemplo, referiu a fábrica da Heineken em Vialonga, num projeto que junta a EDP e a Rondo Energy, combinando energia solar e armazenamento térmico para descarbonizar processos industriais através da eletrificação térmica.

João Galamba frisou que a eletricidade é muito mais eficiente do que a combustão. “Com a eletrificação dos transportes vamos consumir muito menos energia primária, mas também vamos consumir de forma diferente. Será um consumo também flexível e que se vai adaptar muito à abundância de renováveis”. Segundo Galamba, a eletrificação do transporte pesado avançará mais depressa do que a dos ligeiros, à medida que as empresas perceberem que o custo total de propriedade de um camião elétrico é mais vantajoso. “A China já tem quotas de mercado superiores a 30% em venda de camiões elétricos. A Europa tem zero”, notou.

 

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