Estudo: europeus cortam visitas à família e consultas médicas para pagar energia e combustível
14 set. 2026
A subida dos preços dos combustíveis e das faturas de energia está a atingir os europeus, levando alguns a abdicar de cuidados de saúde, embora o impacto não seja igual para todosEm toda a Europa, a insegurança financeira está a tornar-se uma característica duradoura das condições de vida das pessoas, com a pobreza energética a agravar ainda mais a sua vulnerabilidade. Cerca de 29% dos europeus dizem viver em situação precária e 73% receiam não conseguir suportar os custos dos combustíveis, segundo um inquérito anual da Ipsos e do Secours populaire français. Foram entrevistadas 10 000 pessoas com 18 ou mais anos em França, Alemanha, Grécia, Itália, Moldova, Polónia, Portugal, Roménia, Reino Unido e Sérvia. A guerra da Rússia na Ucrânia e o conflito no Médio Oriente agravaram a subida dos preços da energia e dos combustíveis na Europa. Numa altura de novos ataques a navios no estreito de Ormuz, o Brent ultrapassou os 100 dólares por barril na quarta-feira (9 de setembro) e manteve-se firme na manhã de quinta-feira. Dos inquiridos nos dez países europeus analisados, os gregos, italianos e portugueses são os mais preocupados com as despesas de combustível. Os preços da gasolina e do gasóleo atingiram um máximo histórico em Portugal a 7 de setembro. É a maior subida dos combustíveis dos últimos quatro anos e o preço de gasóleo mais elevado de sempre.
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