Novo cais do Porto de Sines terá ligação ferroviária e capacidade para apoiar eólica offshore
4 ago. 2026
Projeto prevê duas frentes de cais, uma plataforma com 19 hectares, ligação ferroviária e capacidade para apoiar a indústria eólica offshore, movimentar carga geral, granéis agroalimentares e operações RO-RO.O Estudo de Impacte Ambiental do Novo Cais de Carga Geral do Porto de Sines encontra-se em consulta pública, no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental n.º 3931, conduzido pela Agência Portuguesa do Ambiente. O projeto é promovido pela APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, que assume igualmente a função de entidade licenciadora. A infraestrutura encontra-se em fase de estudo prévio e será implantada entre o Terminal Multipurpose e o Porto de Serviços, dentro da área de jurisdição portuária de Sines. A consulta permite aos cidadãos, entidades e organizações apresentarem observações sobre o projeto e sobre os impactes ambientais identificados. Os contributos recebidos serão considerados pela Comissão de Avaliação antes da emissão da Declaração de Impacte Ambiental, que poderá ser favorável, favorável condicionada ou desfavorável.
Projeto prevê plataforma com 19 hectares A solução recomendada pelo estudo prevê duas frentes de cais, com 415 e 245 metros, e uma zona de terrapleno com cerca de 19 hectares, parcialmente conquistada ao mar através de aterro. O projeto inclui ainda uma rampa para operações RO-RO, um edifício de portaria, áreas reservadas para futuras instalações administrativas e técnicas, redes de abastecimento de água, drenagem, eletricidade e esgotos, um acesso ferroviário dedicado e trabalhos de dragagem para garantir a profundidade necessária junto aos cais. A solução escolhida prevê uma profundidade de serviço de 14 metros abaixo do Zero Hidrográfico e uma capacidade de carga de 25 toneladas por metro quadrado. A fase de construção deverá prolongar-se por cerca de 30 meses, estando prevista uma vida útil da infraestrutura de 100 anos. O uso final do terminal ainda não está definitivamente determinado. O projeto foi, contudo, dimensionado para responder a várias atividades, entre as quais o apoio à indústria eólica offshore, a movimentação de carga geral e de granéis agroalimentares e as operações de transporte marítimo RO-RO. A infraestrutura terá também capacidade de utilização dual, civil e militar, de acordo com os requisitos da Rede Transeuropeia de Transportes. O Estudo de Impacte Ambiental esclarece que esta vertente não corresponde à instalação de uma infraestrutura militar permanente.
|