Portugal vai começar a armazenar energia com baterias e bombagem hídrica

6 jul. 2026

Portugal vai começar a armazenar energia com baterias e bombagem hídrica

O Governo apresentou hoje uma estratégia para armazenar energia com recurso a baterias e a bombagem hídrica com a qual pretende colmatar períodos de défice, alcançar uma maior soberania e contribuir para a estabilização dos preços.

A Estratégia Nacional de Armazenamento, elaborada com base em estudos do INESC-TEC e do Instituto Superior Técnico, vai ainda entrar em consulta pública e na parte que diz respeito ao armazenamento hídrico carece de autorização de Bruxelas, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

O documento apresentado no ministério, em Lisboa, aponta diferentes cenários, no horizonte 2026 -- 2030 e 2026 -- 2040, no sentido de Portugal reduzir a necessidade de importação de energia e passar a integrar mais energia renovável.

"Vai entrar em consulta pública e vamos escolher o cenário", afirmou a ministra, indicando que haverá sempre "uma mistura entre armazenagem por baterias e armazenagem hídrica".

Se na armazenagem com baterias não é necessária a negociação com Bruxelas, a não ser no mecanismo de capacidades -- em que a negociação já se iniciou - na armazenagem hídrica, o passo seguinte é negociar com a Comissão Europeia: "É uma questão de ajudas de Estado, mas será com certeza uma negociação que se leva a bom termo rapidamente", acrescentou Maria da Graça Carvalho.

"Assim que tivermos autorização de Bruxelas, abriremos um concurso para o armazenamento hídrico, o que esperamos ser ainda possível até ao fim do ano", indicou.

"O armazenamento é importante, porque nos permite tirar partido das energias renováveis disponíveis. Quando há muito sol e pouco consumo, de certo modo perdemos essa energia e isso vai possibilitar armazenar e usar quando existe menos sol e menos vento e existe muito consumo", explicou a governante, em declarações aos jornalistas no final da apresentação dos relatórios técnicos.

De acordo com a ministra, a medida é importante para a segurança do abastecimento, para o preço, para a competitividade do sistema e para a descarbonização.

 

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