EDP, Galp e dezenas de empresas de energia pedem a Portugal e Espanha para travar disparo dos custos da gestão da rede elétrica
31 mar. 2026
Desde o apagão de 28 de abril de 2025, dispararam os custos associados aos serviços de sistema impostos pelos operadores das redes. Numa carta enviada aos governos de Portugal e Espanha, os comercializadores dizem que estes custos estão a ter impacto nas faturas dos consumidores.
EDP e Galp, do lado português, e Endesa, Iberdrola e Acciona, do lado espanhol, estão entre as mais de 50 empresas do sector elétrico que operam na península Ibérica e que, juntamente com quatro associações sectoriais, decidiram enviar uma carta conjunta à ministra portuguesa do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, e à sua homóloga espanhola Sara Aagesen Muñoz, responsável pela pasta da Transição Energética. Na missiva manifestam "profunda preocupação" com o disparo no custo da gestão da rede elétrica após o apagão, gestão essa que desde abril do ano passado foi reforçada em Espanha pela Red Eléctrica. As empresas signatárias realçam um "impacto direto nos preços para o consumidor".
"Os comercializadores de energia vêm manifestar a sua profunda preocupação relativamente ao impacto crescente que os custos associados aos serviços de sistema, em particular os decorrentes de restrições técnicas, estão a ter sobre a atividade de comercialização de eletricidade e a sua sustentabilidade", começam por dizer as empresas na missiva, à qual o Expresso teve acesso.
Uma situação que se agravou em Espanha devido à "operação reforçada, na sequência do apagão de abril de 2025". Já em Portugal, a preocupação das elétricas refere-se à gestão excepcional do sistema elétrico resultante da tempestade Kristin. "Tal conjuntura originou custos temporários e extraordinários, porém de elevada magnitude", referem.
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