Energia está a redesenhar mapa dos centros de dados e Lisboa surge entre os destinos mais promissores

4 ago. 2026

Energia está a redesenhar mapa dos centros de dados e Lisboa surge entre os destinos mais promissores

A cidade de Lisboa é apontada como um dos polos europeus emergentes com maior potencial de crescimento nos próximos anos, na área dos centros de dados, ao lado de cidades como Madrid, Milão ou Helsínquia.

Durante anos, a procura foi o principal motor da expansão dos centros de dados na Europa, mas a explosão da inteligência artificial, dos serviços na cloud e das exigências digitais está a mudar as regras do jogo. Atualmente, o acesso à energia é o fator que mais pesa nas decisões de investimento.

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A conclusão surge no mais recente relatório da Colliers sobre o mercado europeu de centros de dados, que aponta Lisboa como um dos polos emergentes com maior potencial de crescimento nos próximos anos, ao lado de cidades como Madrid, Milão ou Helsínquia.

Segundo o estudo, a região EMEA – Europa, Médio Oriente e África – conta atualmente com 12,5 gigawatts de capacidade operacional. No entanto, os principais mercados europeus, como Frankfurt, Londres, Amesterdão, Paris e Dublin, enfrentam obstáculos cada vez maiores, desde a escassez de energia disponível até às limitações regulatórias e à falta de terrenos para novos projetos.

Neste cenário, os investidores estão a optar por mercados alternativos capazes de responder às necessidades energéticas e de acelerar os processos de desenvolvimento. De acordo com a Colliers, Portugal destaca-se por reunir várias vantagens competitivas: a posição estratégica entre a Europa, África e as Américas, a rede internacional de cabos submarinos, a forte aposta nas energias renováveis e as condições favoráveis para infraestruturas de grande dimensão.

Embora Lisboa disponha atualmente de apenas 58 megawatts de capacidade operacional, os números revelam uma ambição muito maior. Existem já 408 megawatts em desenvolvimento e outros 821 megawatts em fase inicial de planeamento, sinalizando o crescente interesse internacional pelo mercado português.

 

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