Nova fase da transição energética exige urgência nos transportes, indústria e edifícios, alerta AIE sobre Portugal

12 mai. 2026

Nova fase da transição energética exige urgência nos transportes, indústria e edifícios, alerta AIE sobre Portugal

Nova fase da transição energética exige urgência nos transportes, indústria e edifícios, alerta AIE sobre Portugal

Agência Internacional de Energia alerta para o atraso em sectores de utilização final, instando o Governo a adoptar um roteiro sectorial coerente, mitigando incertezas.

Nova fase da transição energética exige urgência nos transportes, indústria e edifícios, alerta AIE sobre Portugal
A Agência Internacional de Energia (AIE) apresenta esta quinta-feira, em Lisboa, a sua mais recente Análise da Política Energética sobre Portugal. O relatório distingue Portugal como um dos países com menor intensidade de carbono na produção de electricidade entre os membros da organização, mas lança um alerta claro: o país enfrenta agora uma fase crítica da transição energética que exige esforços muito mais amplos do que os realizados até agora.

Nova fase da transição energética exige urgência nos transportes, indústria e edifícios, alerta AIE sobre Portugal

Em 2024, as energias renováveis atingiram uma quota recorde de 85% na produção de electricidade em Portugal, impulsionada pelo forte crescimento da energia solar fotovoltaica, que se soma ao contributo estável da hidroeléctrica e da eólica. Este desempenho excepcional coloca Portugal entre as economias mais limpas da AIE no que toca à produção eléctrica. Contudo, a agência avisa que o sucesso tem estado confinado ao sector eléctrico, e que os sectores de utilização final — transportes, edifícios e indústria — ficaram claramente para trás.

Nova fase da transição energética exige urgência nos transportes, indústria e edifícios, alerta AIE sobre Portugal

O relatório coloca esta tensão no centro da análise: “Portugal está a entrar na fase intermédia da transição em que terá de gerir dois sistemas de energia interligados que estão a evoluir em direcções opostas.” Por um lado, exige-se uma expansão muito rápida do sistema limpo baseado em renováveis e na electrificação; por outro, o sistema antigo, dependente de combustíveis fósseis, tem de ser abandonado de forma planeada para evitar choques nos preços ou a criação súbita de activos irrecuperáveis.

 

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