Ar condicionado no verão: como usá-lo sem levar um susto na fatura
28 jul. 2026
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O termómetro sobe, o ar condicionado liga-se durante horas seguidas e, no mês seguinte, a fatura da luz chega mais gorda do que esperavas. Se isto te soa familiar, há um conjunto de ajustes simples que podem cortar bastante no consumo sem teres de desistir de dormir fresco à noite.
A temperatura ideal não é a mais fria possível Regular o aparelho para 18 ou 19 graus dá a sensação de arrefecer mais depressa, mas na prática obriga o compressor a trabalhar muito mais tempo e consome mais energia. A recomendação geral é manter o ar condicionado entre 24 e 26 graus. Cada grau a menos representa um aumento significativo no consumo, por isso vale a pena habituares-te a uma temperatura mais moderada, sobretudo à noite.
O modo automático e o temporizador são teus aliados Muitos aparelhos têm um modo automático que ajusta a potência consoante a temperatura da divisão, evitando que o compressor esteja sempre a trabalhar ao máximo. Usar o temporizador para desligar o ar condicionado uma ou duas horas depois de adormeceres também ajuda, já que a casa mantém o fresco durante algum tempo mesmo sem o aparelho ligado.
Isolamento e sombra fazem mais diferença do que parece De nada serve arrefecer uma divisão se o calor entra constantemente pelas janelas. Fechar estores e cortinas durante as horas de maior sol, especialmente em divisões viradas a poente, reduz a temperatura ambiente antes mesmo de ligares o aparelho. Verificar se portas e janelas fecham bem, sem frestas, evita que o ar frio se escape e que o aparelho tenha de trabalhar em contínuo para compensar.
A manutenção do aparelho conta para o consumo Um ar condicionado com os filtros sujos consome mais para produzir o mesmo efeito. Limpar os filtros regularmente, sobretudo no início da época de maior utilização, é um passo simples que qualquer pessoa pode fazer em casa. Se o aparelho tiver alguns anos e nunca tiver passado por uma manutenção profissional, vale a pena marcar uma revisão. Isto porque a perda de eficiência ao longo do tempo é normal e passa muitas vezes despercebida.
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