Energia nas rochas: será o subsolo a bateria de que precisamos para a transição energética?
14 set. 2026
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Direitos de autor AP Photo/Ross D. Franklin
Um estudo de investigadores portugueses analisou diferentes possibilidades de armazenamento de energia com ar comprimido em rochas porosas em profundidade. No melhor cenário, um reservatório poderia armazenar energia suficiente para o consumo de uma pequena cidade.Armazenar energia no subsolo: parece ficção científica mas é uma prática que não é propriamente nova no contexto da investigação geológica. Conhecida desde a década de 70 do século passado com as primeiras experiências em cavernas de sal na Alemanha, o processo representa um mundo de possibilidades no campo da energia renovável e da necessidade de armazenamento que este acarreta. "Um dos problemas que existe com a transição energética é a existência de uma maior disponibilidade de energia de fontes renováveis, que não é possível ser armazenada", explica à Euronews Ricardo Pereira, investigador do GeoBioTec da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa. "É possível utilizar esse excedente de energia elétrica e armazená-lo temporariamente nas rochas na subsuperfície, a 500, 1000, 2000 metros", explica o investigador português. "Ao utilizar a terra, as rochas, como uma espécie de bateria, nós podemos armazenar quantidades de energia que podem alimentar pequenas cidades, e esta é a grande vantagem desta tecnologia". No caso das rochas porosas, o processo consiste em alimentar compressores de ar através do excedente de eletricidade, produzida a partir de fontes renováveis como torres eólicas ou painéis solares, que depois empurram o ar, sem hidrogénio nem CO2 e, por isso, sem risco de explosão, através de um poço até uma camada de rocha porosa em profundidade.
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