Portugal quer que Bruxelas tenha em atenção as particularidades de cada país nas medidas que vier a decidir sobre a energia

30 set. 2026

Portugal quer que Bruxelas tenha em atenção as particularidades de cada país nas medidas que vier a decidir sobre a energia

Maria da Graça Carvalho esteve em Bruxelas para chamar a atenção da situação de Portugal no que se refere à energia.

A ministra da Energia afirma que a carta do comissário da Energia a pedir aos Estados para pouparem na eletricidade não reflete as necessidades de Portugal.
 
“Estive hoje aqui em Bruxelas, onde realizei várias reuniões com a Comissão Europeia, no sentido de sensibilizar e solicitar uma maior intervenção da Comissão na crise que estamos a passar, na crise dos combustíveis. Referi-me, essencialmente, também à carta que nós recebemos do senhor Comissário da Energia, uma carta que está muito focada na redução do consumo, mas numa redução do consumo em dois setores que não são, de momento, os que nos afetam no nosso país”.


“Um deles é a eletricidade e o outro é o gás para o aquecimento. Ora, esta crise é diferente da de 22 e é uma crise, essencialmente, de preços e de preços dos combustíveis, que afeta diretamente os transportes e também, agora, de gás, que afeta essencialmente a indústria, sobretudo a indústria que tem dificuldade em se eletrificar, como a indústria da cerâmica, a indústria do vidro”.


A ministra argumenta que a Comissão não pode tomar medidas gerais, sem ter em atenção situações particulares, e que uma eventual imposição da redução do consumo de gás pode prejudicar a economia portuguesa.
Mas a ministra quer uma Europa mais ativa e interventiva no que se refere a esta crise.
 
“Esperamos que a Europa seja mais interveniente nesta crise, como foi na crise de 22, como foi na invasão da Ucrânia, em várias dimensões, uma delas é a das ajudas e a outra é a de coordenação das medidas que são feitas a nível dos Estados-membros para preservar a integridade do mercado interno e reduzir os problemas de concorrência."
Maria da Graça Carvalho antecipa que este será o grande tema do Conselho Europeu de Outubro no qual os Chefes de Estado e de Governo se vão reunir por dois dias e que "daí poderão sair conclusões importantes”.

 

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