O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, explica que a aposta de Portugal em fontes de energia renovável permite mitigar os impactos da crise energética global decorrente do conflito no Médio Oriente.
Em declarações à Lusa, José Pimenta Machado afirmou que apesar de Portugal não possuir petróleo nem gás, “há uma coisa que temos em abundância: sol, vento e água”.
Esta aposta nas fontes de energia renovável reduzem o impacto em Portugal da instabilidade energética mundial, decorrente do conflito entre os EUA, Israel e Irão.
O presidente da APA lembra que o desempenho das renováveis foi impulsionado, em grande parte, pela intensa chuva registada este ano, que permitiu encher as albufeiras nacionais.
"Este ano enchemos as barragens todas. Aliás, enchemos e tivemos que fazer descargas de superfície porque elas estavam literalmente cheias", apontou o dirigente.
Para Machado, esta estratégia de aproveitar os recursos que o país possui "não dependendo do exterior" tem-se provado a correta para limitar a escalada de preços para os consumidores.
"O caminho de Portugal nas renováveis é um caminho certo. E este ano mostrou que é mesmo esse caminho e até porque limitou os custos da energia", concluiu, defendendo a necessidade de "acentuar" e "acelerar" esta transição.
Portugal é líder na União Europeia em energias renováveis, com mais de 80% da eletricidade gerada nos primeiros dois meses de 2026 a provir de fontes limpas, de acordo com informação disponível no portal da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).
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